•fevereiro 15, 2011 • 3 Comentários

agora, aqui:

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As Cavernas de Batu – Malásia

•fevereiro 19, 2009 • 12 Comentários

Continuando o post do dia 8 de fevereiro (Malaysia Boleh!), segui em companhia de Petya (búlgara), Ahmed (egípcio) e Chirag (queniano-indiano) até as cavernas de Batu. Nada sabia sobre o local e imaginei que, segundo a descrição caótica de meu colega hindu de Nairóbi, teríamos alguma experiência espeleológica bem bacana: Estalactites, estalagmites, oi, super sonho. Entrei no taxi meio contrariada, esperando algum programa de cacique. Mas esses três eram tão legais e, por favor, fazer turismo nas torres Petronas não é meu estilo.

Após cerca de 30 minutos e 40 RM (cerca de 20 reais), chegamos aos distrito de Gombak e descemos do carro. Fotografei a primeira imagem que vi:

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Por favor, não chochem a qualidade das fotos. Estava muito quente, muito úmido e o sol, muito forte. Sou muito branca, não suporto ficar exposta ao sol das dez da manhã e tenho pressão MUITO baixa.

Minha sorte é que tive um insight fabuloso: ao invés de vestir jeans com camisa acinturadinha e scarpin vermelho da mesma cor da minha Victor Hugo, pensei: moro em um país tropical abençoado por Deus e SEI que ficarei toda desconfortável com sapatinho e camisa acinturada sob uma umidade terrível. Vai colar no corpo, vou me sentir mal, a pressão vai cair, vou ter que sentar e VOU FAZER DRAMA.

Como estava com a mala pronta para qualquer destino (já que estava em stand by no aeroporto), transformei uma saída de praia em bata (apenas coloquei um alfinete para diminuir o decote, afinal, não estava com roupa de banho embaixo e não queria expor as peitcholas em um país majoritariamente muçulmano). Coloquei uma skinny e peguei minha khussa favorita. Também troquei a bolsa vermelha por uma de tapeçaria árabe que comprei aqui em Dubai e que cabe tudo. Pronto! Libanesa indiana tropical. Deu tão certo que vou comprar pencas de outras saídas de praia – suuuper fresquinhas.

A prova cabal de que estava num clima tropical eram essas lindas bóias de praia:

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Eu queria tanto essa Margarida! Mas lembrei do mico que passei com a Dri Spaca quando o Celso Dossi conseguiu uma bolona tipo a do Quico na barraquinha de argolas lá no CTN, no show da Banda Calypso em dezembro último. Passamos a noite inteira cuidando da bola.

O indiano-queniano, que muito bem já conhece essa libanesa, me olhou de forma repressora. É. As lombrigas estão magoadas até agora. Como passarei o próximo verão SEM ESSA MARGARIDA?

Caminhamos em direção a entrada das cavernas passando por uma coleção de barraquinhas que vendiam desde camisas sociais (!!!), até CDs de Bollywood, cursos de computação (!!!), guirlandas de flores frescas e leite de vaca para que os fiéis praticassem o kavadi: uma vasilha de prata contendo leite bovino para o deus Murugan.

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Paramos para ver esse tio da foto abaixo. Por favor, não entendo NADA de hinduísmo. Logo, me desculpe se não entendi o que se passava. Agradeço se algum leitor me explicar (assim farei um adendo ao post).

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As pessoas acotovelavam-se para tomar o “passe” desse homem. Alguns entravam em transe ali mesmo. Petya, Chirag, Ahmed e eu estávamos embascacados. Só algo me chamou mais a atenção:

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Damn it! Eu quero essa bexiga, bóia, whatever!!!

Continuamos até a entrada da caverna. O que eu não esperava era justamente aquele detalhe no lado esquerdo da foto:

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Degraus. Muitos! Aliás, essa é a imagem do deus Murugan. E que ele me desse forças para subir tudo aquilo.

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O fato é que você começa a sentir a energia do local ali mesmo. São 272 degraus e você não chega lá em cima exausto. Parei apenas uma vez para tomar ar e continuei ao lado de senhoras gordinhas e idosos que subiam animadamente. Quem explica isso? Não subo dois lances de escada no meu prédio sem ter um princípio de ataque cardíaco e, aqui, não senti nenhum desconforto, falta de ar ou exaustão.

Sem falar que os degraus eram estreitos, logo, tive que subir nas pontas dos pés porque meu delicado pezinho número 40 ficava metade para fora. Aliás, antes que alguma bicha pão com ovo choche o tamanho do meu pé, vale lembrar que tenho mais de 1,77m. Logo, antes de dizer que sou pezuda, vá cuidar do seu nanismo.

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Vejam a expressão de felicidade de Ahmed (esquerda, de camiseta preta). Achávamos que morreríamos, mas subimos direitinho.

Ao nosso lado, os fiéis escalavam aquela infinita escada equilibrando sua oferenda de leite de vaca em um potinho de prata. Não vi ninguém derrubando nada!

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Agradeço ao capitalismo pela barraquinha de bebidas ao final da escadaria. Mataria por uma garrafinha de água. Fizemos um pit stop ali para nos hidratar e seguimos entre os fiéis.

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Ali eles se organizavam em pequenos grupos antes de entrar na caverna. Alguns carregavam vasilhas de prata com leite, outros tinham painéis muito pesados presos aos corpos.

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O fato é que chegamos exatamente no dia que antecedia ao festival Thaipusam, que celebra o nascimento do deus Murugan – filho de Shiva e Parvati. Ou seja, o povo já estava no climão – mas sem a parte que reúne 2 milhões de pessoas (ufa!).

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Lá dentro, alguns se dirigiam a uma caverna menor para finalizar suas oferendas. Enquanto outros entravam em transe e, bem, praticavam auto-flagelação. Alguns engoliam pequenos pedaços de carvão em chamas (ai), outros atravessavam lanças e ganchos em diversas partes do corpo – tudo sem uma gota de sangue.

Com sangue ou sem sangue, o fato é que quase desmaiei. Desculpem-me, não estou julgando. Só sei que não agüento nem agulha de injeção, ou seja, isso me fez muito mal e tive que desviar o olhar. Pelo que pude entender, quanto maior o grau de dor, maior o mérito do devoto. O que achei contraditório já que muitos diziam não sentir dor enquanto perfuravam a barriga com argolas de prata.

Uma forma mais light de passar por alguma provação era carregar os tais painéis pesadíssimos sobre o corpo:

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Pelo que vi, nem a criançada escapava. Esse aí não deveria ter mais de 12 anos e, toda vez que alguns fiéis levantavam o painel para que ele mudasse de posição, podia ver as feridas que se formavam em seus ombros.

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Desculpem-me pela sinceridade. Mas quer se furar, se fura. Quer comer fogo, enfiar lança nas costas, beleza. Mas botar a criançada para carregar painel pesado, aí já perco o meu rebolado. Enfim, outra cultura, não posso julgar, então resolvi sair de perto.

Ao meu lado vejo um adolescente tomando um passe. Em seguida desmaia e entra em convulsão. Pensei que fosse epiléptico e já estava pronta para ajudá-lo a não se machucar, mas o Chirag segurou meu braço e disse que aquilo não era epilepsia.

Se não era epilepsia, não sei o que era. Porque o jovem se debatia e babava, podia ver que estava com a língua enrolada. Era uma convulsão sim e alguma coisa (ou forte coincidência) impulsionou esse ataque.

Quando ele começou a se recuperar, outro jovem caiu no chão em transe, mas sem colvulsão. Diria que estava drogadíssimo, mas não o vi ingerir ou inalar nada. Já viram trombadinhas quando estão colocados com crack? Pois era igualzinho.

Testemunhar essas cenas somadas a energia do lugar e ao cheiro de leite azedo me deixaram bem mal. Não é minha religião, desconheço tudo o que ali se passava – o que me deixou ainda mais assustada, afinal, é natural que o ser humano tema o que não conheça. Por favor, não me entendam mal. Não estou julgando. Só sei que era algo completamente inédito para mim.

Quando olhei para a búlgara e a vi mais branca do que eu, puxei-a num canto e decidimos que a coisa mais prudente, naquele instante, seria sair dali.

Continuamos caminhando até uma parte aberta da caverna onde vimos alguns macaquinhos. Ficamos por lá um tempão tirando fotos e dando risada com o que esses bichinhos aprontavam: reviravam lixo (as cavernas estavam cobertas de sacos plásticos e toda sorte de porcaria que os fiéis deixavam para trás), roubavam ítens dos turistas (então tirei meu Prada da cabeça e enfiei na bolsa, huahua), descascavam bananas e as comiam igual a uma pessoa (o que me lembrou da minha avó que fazia beicinho cada vez que dava uma mordida na fruta), fornicavam (muita desinibição) e corriam entre os turistas.

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Petya e eu então tivemos a “brilhante” idéia de nos aproximarmos de um macaquinho tãããão bonitinho para tirarmos uma foto. E quase levamos uma mordida, pois o bicho que parecia tão amigável e doce enquanto nos aproximávamos, de repente, nos mostrou um belo par de caninos. Aí que a turca e a búlgara saíram correndo.

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Quando os meninos finalmente se cansaram de filmar o povo se furando, decidimos ir embora. Era unânime que estávamos sentindo uma energia muito forte. E isso nos deu uma fome daquelas (e nem fodendo que comeríamos alguma coisa por lá, nem tô a fim de aumentar minha coleção de lombrigas).

Se subir foi fácil, descer foi um inferno. Ahmed e eu cagamos de medo de altura e tivemos que descer os 272 degraus de ladinho, segurando no murinho que dividia a escada. Huahua, o que levou uns bons 20 minutos.

Nos entupimos de frutos do mar lá no Shopping Pavillions. E as liqüidações do Charles & Keith fizeram o dia da Petya (e o meu, lógico). Depois passeamos por Bukit, comprei pencas de frutas para trazer para Dubai e, finalmente, nos entregamos a uma uma hora inteirinha de massagem por meros 30 reais. Tá?

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Eu e Petya, recarregadas em Bukit.

É fato que dormir nos ajuda a assimilar novas informações. Pois bem, ao voltar pro hotel, sentei na cama e dormi 5 horas non-stop antes de voar de volta.

Se recomendo o passeio? Com certeza! É imperdível. Se voltaria? Nem fodendo. Uma vez basta. Já fui, já vi, já fui chacoalhada com tanta novidade e, na próxima, vou me restringir às turísticas Petronas. Aliás, tá aí uma foto que tirei delas lá no lobby do hotel. :)

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Osaka walk-around.

•agosto 10, 2008 • 8 Comentários

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Osaka é uma cidade cheia de bicicletas, motinhos, patinetes e patins.

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E as neusas esbanjam estilo até para pedalar.

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Até o policial tem sua motinho. Praticamente um país da Hello Kitty, muito muito bonitinho.

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Alguém do Japão me explica que tipo de despacho é esse. Adoro. Porque o povo brasileiro adora mandar Cidra Cereser pra Yemanjá no ano novo (e por isso se fode o ano todo, isso é mágoa braba). Mas o despacho, aqui, é de Moët. Ricas!

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A cidade é super arborizada e existe uma superpopulação de cigarras. Digo isso porque o barulho chegava a ser absurdo de taaanta cigarra junto. Pois é, dona cigarra. Como vai seu marido? Foi fumado?

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Floricultura. Desculpem-me pela emoção. Mas vivo no meio do deserto. Um raminho de gérberas custa mais do que 40 reais por aqui. Que vontade de comprar todas e colocar dentro da mala!

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Engrish! Lavanderia para uma “vida limpa”. Tal como a máfia libanesa em Sampa, tão limpa que lava até dinheiro.

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Alguém me diz que raça de cachorro é essa? Parece um salsichinha peludo, muito lindinho. Super hype, toda neusa moderna tem um.

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Compras! Me arrependi amargamente de não ter levado essa panela de porquinho. Preciso perder essa péssima mania do Golfo Pérsico de barganhar para tudo. Não tente pechinchar no Japão. Não dá.

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Papel higiênico fáive stars. É reasonable. Não entendi o que eles quiseram dizer. Não vejo como um rolo de papel higiênico pode ser algo “racional”. Enfim, isso é Japão, terra natal do Engrish.

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Pensei que fossem sabonetinhos. Tipo aqueles sabonetinhos que sua avó coloca no lavabo. Mas não, são DOCES. Lindos e muito ruins. Todos com gosto de feijão doce. Olha, vocês me perdoem mas acho a culinária japonesa muito bo-ring! Peixe cru, arroz sem tempero, um bando de ensopados sem graça e doces de feijão. Já notei que o povo daqui é muito saudável e não tem o mesmo sweet tooth que nós, brasileiros, temos.

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Pacote de biscoitinhos da sorte. Que coisa medonha!

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E os tradicionais gatinhos da sorte. Me joguei, comprei pencas. Adoro. Sabem o que eu adoro ainda mais no Japão? Lojas de 100 Yenes (mais ou menos 1 dólar). Dá pra comprar presente para todas as suas amigas rachas que gostam de Hello Kitty e coisas bonitinhas. Fico loooouca, volto com a mala abarrotada de tranqueira.

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Taxi em Osaka. Muito bonitinho. E as poltronas são forradinhas com toalhinhas de crochê.

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Banheiro do Imperial Plaza. Acho esse banheiro sensacional. Porque tem banquinho e espelho próprios para que nós, rachas, possamos nos maquiar decentemente. Sinceramente, a idéia do banquinho é genial. Me faz lembrar da penteadeira que tive quando criança (e me arrependo horrores de ter me desfeito dela).

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Este é o famoso japanese toilet. Você se senta e ele começa a fazer barulho de descarga (as neusas tem hor-ror de que ouçam o barulho do xixi ou, quiçá, dos blop-blop do number two). E muitas outras funções…

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Controle de funções. Confesso que gostei do serviço chuca-for-dummies (basta clicar no botão de água na bundinha), é bem suave. Já o bidet é mais agressivo, assusta no início (ok, je sais, como sou ortodoxa).

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Instruções. Adoro a marca do aparelho, “Toto”. Toto para totô, muito honesto. Gosto de coisas sinceras, preto no branco. Ou marrom no branco, como preferir.

PIA – Pakistan International Airlines

•agosto 9, 2008 • 2 Comentários

Ferias escolares no hemisferio norte. Voces sabem o que isso significa? Voos insuportavelmente lotados com familias inteeeeeiras do terceiro mundo, ou seja, pencas de criancas. Nao me entendam mal, eu a-do-ro criancas (melhor ainda se com mostarda). Mas detesto excessos, coletivos.

Entao a familia inteira quer sentar na mesma fileira. Cuenda o bate-boca com comissarios e passageiros para colocar a tataravo paralitica perto dos tataranetos na saida de emergencia. E a pobre aeromoca esgotando o estoque de eufemismos para explicar que a pobre idosa nao pode ali se sentar pois, em caso de um incendio com pouso e evacuacao de emergencia, empacaria o processo e muitos morreriam torrados porque a idosa entrochou uma saida.

Tenho pena de bandejeiros de luxo nessa epoca do ano. Sendo assim, escolhi o alto de julho para tirar minhas ferias – ja que sou uma super bandejeira de luxo com muito gramu e tenho amor proprio e muita pena de moi meme.

E, sendo tambem assim, pastei para conseguir um bilhete aereo para tirar ferias no Paquistao –adoro essa frase: “para tirar ferias no Paquistao”.

Minha primeira opcao, a luxuosa e favorita do Amaury Jr., a Emirates, estava lotada. Ja a Air Blue nao tinha voos nos dias que precisava voar – e nao estava com o menor saco de descer em Islamabad e fazer baldeacao de onibus ate Peshawar. A Air Arabia ate tinha lugares, mas opera voos apenas de/para Sharjah, o emirado ao lado de Dubai que goza de leis tao modernas como 20 chibatadas pra quem der as maos em publico.

A paquistanesa Shaheen e qualquer coisa e nao sou eu a louca que vai testar a seguranca da aeronave – especialmente apos tentar sem sucesso bookar um bilhete no site de cia. aerea mais tosco do mundo. Idem par a AeroAsia, afinal, se o budget e tao limitado que nem um site decente os caras tem, imaginem a manutencao dos teco-tecos. Uuuui.

Corri para minha agente de viagens la no Festival City, em Dubai. Afinal, na vida precisamos ter certos profissionais de confianca: o adorado cabeleireiro, o advogado truqueiro, o ginecologista de familia, e a agente de viagens que sempre encontra o que voce quer. Em menos de 2 minutos a Sindu, uma indianinha muito graciosa, encontrou um voo direto Dubai-Peshawar na classe executiva com precinho de economica nos dias que precisava.

Como sou frequent flyer da P.I.A. (afinal, ja estive no Paquistao algumas vezes), ja conhecia o servico e lhes digo: nem e tao ruim. Tem coisa muito pior no mercado (TAM, Alitalia) com aeronaves com algumas dezenas de anos antes de Cristo com manutencao porca e barrinha de cereal em voo Sao Paulo – Belem do Para (quando a Gol te da um pacote de amendoim, e o esperado, mas quando a TAM faz isso, Je-sus). Assim, nao vou dizer “nossa, mas que 320 enxutao”. Nao. A televisao da executiva tem projetor de tres cores (huahuahua, micaguei), os assentos sao desconfortaveis (couro azul marinho, que coisa Uber enfadonha, cada vez que me mexia ouvia aquele barulho semelhante a um flatus) e, pra falar bem a verdade, Airbus me da nervoso. Ainda mais quando o bichinho e antigo e menor que 330. Uuuh que coisa ruim que me da aquela turbina com barulho de ventuinha de computador velho.

Mas o servico compensa. Sempre voei com tripulacoes muito simpaticas e prestativas. E os homi, meu Deus, os comissarios sao lindos e a-do-ram puxar papo com estrangeiras branquelas desacompanhadas.

 

Outro ponto forte da P.I.A. e a comida de bordo. Sim, eu sei, que coisa de gordo (foda-se, walking whale is my Indian name), mas so entende quem adora comida de aviao (eu!), especialmente os que se divertem a valer no site airlinemeals.net (eu! eu!) e acabam escolhendo companhia aerea de acordo com a cara dos pratos (eu! eu! eu!) e nunca voariam Air Arabia (Dubai / Paquistao) que cobra para servir sanduiche (tipo Vueling espanhola) enquanto pode voar pelo mesmo preco pela saborosa Air Blue que tem um biryani de frango (eu! eu! eu! eu! eu!) no servico de bordo que e muito gostosinho.

No trecho Dubai – Peshawar (servico oferecido era cafe da manha) foi servido um omelete melhor que muito omelete de hotel cinco estrelas: molhadinho, recheado com queijo, derretia na boca. Acompanhado daquelas coisas de breakfast de americano gordo que a turca aqui adora: cogumelos, tomate grelhado, hash browns, aquele hediondo feijao adocicado que eu amo e miacabo quando faco desjejum no IKEA (que gorda eu sou, uhuhuhu) com opcoes de paes, iogurtes, geleias e essas coisas de cafe da manha. Achei sincero para o horario. Sem falar que te entrocham cha ate nao poder mais – cha preto (o Lipton Yellow Label) com acucar e creamer, hmmmm.

A unica coisa que me entristeceu foi a falta de paratha nas opcoes de paes. Paratha e imoral, ilegal e engorda: uma especie de pao frito no ghee, uma manteiga super gorda que deixa tudo com gostinho de quero-mais. E especialmente saborosa no cafe da manha acompanhada de um ovo frito com gema mole e pimenta do reino. Ok, ok, ponte de safena hello-ou. Mas se for ao Paquistao (hahaha) ou a India (mwuahuahua), experimente! A conta bancaria do seu cardiologista agradece.

Lambay

•agosto 30, 2007 • 16 Comentários

“Lambay”, em pashto, significa “flama” – num sentido mais emocional do que substantivo. Complicado, mas não me culpem: o pashto é uma língua originada do farsi ou, em bom português, do persa. E o que os músicos Sajid e Zeeshan mostram nesse vídeo é a tal “lambay” que perpetua o eterno ciclo da violência.

Infelizmente o clip já mostra o suficiente: violência, fundamentalismo e um consumo louco de drogas, já que Peshawar, a cidade dos músicos, está na boca da fronteira com o Afeganistão – que hoje produz mais entorpecentes que toda a América Latina.

Sajid Ghafoor e Zeeshan Parwez são dois homens brilhantes que tive o prazer de conhecer pessoalmente quando estive lá: não só estão cada vez mais reconhecidos no país como praticamente fundaram a cena underground em Peshawar.

Pois são nos locais mais repressivos que estes “submundos” são  mais ricos. Irã, Cingapura, Paquistão não ficaria fora.

Por mais que fale das coisas mais belas do Paquistão, a verdade é essa. Mas como todos os países tem seu Lado B, agradecemos aos músicos pelo excelente lado A.

Lima – city tour

•agosto 19, 2007 • 21 Comentários

Não foi a minha primeira vez em Lima, tampouco meu primeiro city-tour. Mas como estava acompanhada pela minha mãe e dois amigos, não os deixaria sozinhos – e não me incomodaria em nada em rever alguns pontos turísticos. Em outros destinos, prefiriria percorrer algumas atrações a pé, mas como tínhamos apenas um dia em Lima, não achei ruim a idéia do passeio – que geralmente dispenso.

Um city-tour com a Condor Travel custa 22 dólares (consulte seu agente de viagens) e inclui entradas em todas as atrações + transporte e guia. A duração é de uma manhã ou de uma tarde. Como havíamos chegado de madrugada, optamos pelo city tour pela parte da tarde.

O city-tour não era privativo, mas tivemos a grande sorte de fazê-lo em companhia de uma família brasileira muito divertida: os Pinto. É aí que a gente se sente em casa com o idioma pátrio e nosso humor jocoso. Nada como soltar um belo “úúúúúú 3 x 0!!” quando passamos pela Embaixada da Argentina que estava em nosso caminho para a Catedral de Lima.

Embaixada da Argentina

Tirei a foto de dentro do ônibus, logo, está torta e mal enquadrada: um prédio tão rosado como a tal casa lá em Buenos Aires.

Demoramos um tempinho para chegar pois, como vocês podem ver na foto, o trânsito no centro da cidade é tão bom como aqui em São Paulo:

Trânsito…

Ouch!

Então passamos pela Plaza San Martín, construída em memória ao libertador do Peru, Don José de San Martín. Reparem na estátua e vejam que a imagem foi tão heroicamente reconstruída que o cavalo está sobre uma pedra que imita neve.

Plaza San Martî

San Martín é o mesmíssimo San Martín libertador da Argentina e do Chile. E sim, era argentino, nascido em Yapeyú, na atual província de Corrientes. Ok, espero que ainda esteja acordado(a) pois sei que city-tours podem dar um soooono com taaanta informaçããão….

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Tá?

Seguindo para a Plaza Mayor, onde entraríamos na magnífica Catedral de Lima (construída sobre um antigo templo inca dedicado ao deus Puma), passamos pelas lindas ruas limenãs e sua impressionante arquitetura colonial sapecada de balcones mouriscos.

Plaza Mayor

Plaza Mayor e Catedral vistas da rua da prefeitura.

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E o cotidiano limeño seguia…

A Catedral de Lima, em estilos que variam do barroco ao neoclássico, foi originalmente construída no século 16 e já passou por diversas reformas e alguns terremotos. A construção abriga uma belíssima coleção de arte sacra e vitrais coloridos desenhados para compensar a falta de luminosidade: Lima é constantemente coberta por uma neblina cinzenta. Motivo pelo qual muitas das fachadas da cidade são amarelas.

Cadetral de Lima

É, eu sei… a foto ficou um pouco torta.

Abaixo, algumas fotos que tirei do interior da catedral… Algumas pequenas capelas, inclusive uma onde estão abrigados os restos mortais de Pizarro.

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Linda por dentro e por fora, também…

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Seguimos a pé até o Convento de San Francisco. Famoso por suas catacumbas, magnífica biblioteca e pinturas de Rubens e Van Dyck (que não podíamos fotografar).

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Caminhando até a Igreja e Convento passamos por uma simpática vendedora de rua e um cachorro preguiçoso. Na entrada, proteja-se dos pombos (muitos). Há muita gente jogando milho (maiz) e os bichos são grandes e gordos, praticamente um grande centro de cultivo de toxoplasmose.

Entramos:

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Visitamos a Igreja:

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E começamos a descer até as catacumbas:

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Alguém me explica que São Francisco é esse que carrega um crânio na mão? A estátua do santo já dá o clima do que está por vir: ossos de 25 mil pessoas expostos nas catacumbas. Bem, tem gosto pra tudo, né?

Achei uó. Especialmente porque, em um dos fossos, organizaram os crânios e ossos em forma de mandala. Ah, tenha a santa! Não é porque morreram há séculos ou porque eram o outcast da sociedade na época que vamos fazer desenhos com ossinhos! Uóóó.

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Ai Allah!

Enfim saímos e precisei me distrair um pouco com o cotidiano da cidade para abstrair dessa bad trip total.

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Que cousa.

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Vai um sanduichinho de “poico”?

Então dirigimos em direção ao bairro de San Isidro em meio ao caótico trânsito limeño. E graças ele pudemos flanar um pouquinho enquanto a via seguia lá fora…

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Chegamos, então, até uma das muitas huacas de Lima, a Huaca Hallamarca (Pan de Azúcar), em Miraflores. “Marca”, em quechua, significa comarca. Logo, Huallamarca era o local dos Huallas. E adivinhem para que servia o local? Para enterrar mortos! E não é que minha mãe resolve cair bem em cima de um ossinho? Eca! A coitada lavou tanto a mão que quase tirou a pele.

Huallamarca

Há um pequeno museu no complexo. Além dos apetrechos arqueológicos usuais – caquinho de vaso, pedacinho de pedra pra bater e fazer ferramenta, flautinha e máscara…

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… Temos restos mortais que foram encontrados no local…

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… E uma múmia!

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Bem, tem gente que gosta, né? Saí rapidinho do museu porque essas coisas me dão um “nervoso” indescritível e olha só o que encontrei lá fora:

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Ok. Sou cachorreira, tenho 2 bitzinhos em casa e não posso ver bicho abandonado na rua. Achei muito mais interessante conhecer o Inti e o Urpi, dois cachorros que vivem em Huallamarca que são, digamos, diferentes:

Urpi

Urpi e sua social arcada dentária inferior…

Inti

E o simpático Inti. Preferi gastar meus 10 minutos no local ao lado deles do que ao lado de restos humanos.

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E depois de quase dois enfartos fulminantes em cada um dos sedentários acima (Henrique, Lucas, Kariníssima e Ana), chegamos (quase) lá em cima. Uhuuu!

Pobre dos sedentários que lá estavam e irritaram esse antipático quelônio:

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Ele não tinha gostado nada de nossa presença em seu ambiente e logo correu (é…) para atacar dois de nossos amigos.

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O bicho era realmente rápido, a foto não é montagem.

Saindo de Huallamarca, fomos até o ponto final de nosso city-tour: o Parque do Amor, no bairro de Miraflores. Inspirado em Gaudí, o parque é bonitinho e tem uma bela vista ao Oceano Pacífico:

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E terminamos aqui o nosso city tour, estrategicamente bem localizados: próximos ao Parque Kennedy (Parque Central de Miraflores), Larcomar (shopping com excelentes cafés e restaurantes com vista fantástica para o Pacífico), você pode retornar ao seu hotel se estiver hospedado em Miraflores, jantar no Rosa Náutica ou mesmo fazer umas comprinhas na Feira de Artesanato da Avenida Petit Thouars ou mesmo na loja de departamentos Saga Falabella,  na Avenida Arequipa.

Fim de nossos serviços. :)

Comendo (bem) em Lima!

•agosto 11, 2007 • 11 Comentários

Café Suisse (La Tiendecita Blanca)

Nossa primeira refeição aconteceu no Café Suisse (La Tiendecita Blanca). Eu sei, bello. Ir  ao Peru comer em um restaurante suíço, que uó. Mas estávamos com fome em nosso primeiro dia na capital peruana e este era o restaurante mais próximo. Não o citaria aqui se a surpresa não fosse muy agradável!

Tiendecita Blanca

Interior do Tiendecita.

Para nossa alegria, o restaurante oferecia um menu criollo: cebiche para começar, tamales, chincharrón de frango e papas a huancaina.

Traduzindo:

Cebiche – Peixe marinado com cebola roxa, pimenta, milho, batata doce e alface. Delicioso, mas peça um “suave” se não for fã da pimenta. Exagerou na mardita? Apague o incêndio com um naco de pão cheio de manteiga.

Ceviche

Cebiche. Foto retirada do Flickr de /fodite

Tamales – Uma espécie de pamonha salgada com carne (frango, vaca ou porco), azeitona e ovo. Saboroso.

Chicharron de Frango – Pedaços de frango fritos.

Papas a Huancaina – Batatas cozidas em fatias cobertas com um molho de queijo e aji amarillo – uma espécie de molho levemente apimentado.

Papas a Huancaina

Papas a Huancaina. Foto retirada do Flickr de /apeaceofcake

E o menu criollo do Tiendecita Blanca estava impecável: o cebiche era feito de corvina e não estava muito apimentado. Não sou fã de tamales, mas este estava especialmente suave. As papas estavam divinas. E a sobremesa era de chorar: um sorvete de doce de leite que parecia ter sido importado do maravilhoso Freddo: uma cadeia de sorveterias exageradamente deliciosas, em Buenos Aires.

Meus amigos preferiram não se aventurar pela culinária peruana e optaram por um saborosíssimo crêpe de espinafre.

crepe de espinafre

Assim, o Café Suisse (La Tiendecita Blanca) é uma opção ideal para quem viaja acompanhado, já que agrada aos que gostam de experimentar novos sabores paruanos, suíços ou preferem pratos tradicionais da cozinha internacional.

Café Suisse – La Tiendecita Blanca
Avenida José Larco, 109 – Miraflores.
(51 1) 445-9797 / 445-1412

Rosa Náutica

Podem dizer que o Rosa Náutica é um restaurante turístico e que todo turista acaba passando por ele em sua visita a Lima. Não ligo: adoro! O restaurante é a minha menina dos olhos em Lima e, sempre que posso, arrasto um cristão para conhecê-lo quando estou em Lima!

Os preços não são os melhores do mundo, mas o cardápio é variado e criativo.

Se disser que minha opção pelo restaurante é meramente culinária, estou mentindo: o restaurante está muito bem localizado em um píer sobre o Oceano Pacífico. Enquanto saboreava um pisco sour e um cebiche, ouvia as ondas chocando-se contra a estrutura do restaurante em uma bonita noite com nevoeiro (pra mim é bonito, ta?).

Vamos entender…

Rosa Nautica

Esta é a vista que se tem do Parque do Amor, em Miraflores. Mas a melhor opção é visitar o restaurante ao cair da tarde e comecinho da noite.

Rosa Nautica de noite

Dá para entender porque, agora?

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Interior.

Entrada mixta com cebiche

Entrada mista com o Pacífico ao fundo (vejam pela janelinha).

Rosa Náutica
Espigón 4 Circuito de Playas
Lima 18 – Perú
Teléfonos: 445-0149 447-0057 447-5450

Bembo’s

Se você quer um fast-food com toque local, recomendo o Bembo’s. Não vou fazer a falsa que detesta fast-food (eu adoro junk food), mas não achei nada de sensacional. Mas, para experimentar um hambúrguer do Peru…

Bembos

Interior de um fast food Bembo’s. Foto de /hervelequer para Flickr.

Você pode optar entre um dos “Bembos de Siempre” – os tradicionais sanduíches com hambúrguer, queijo, muita (muita!) maionese e ingredientes corriqueiros como bacon (tocino), saladas etc – ou “Bembos de Seleción”, mais exóticos, que acrescentam ingredientes como banana frita e feijão.

Vale lembrar que além do tradicional ketchup, você pode servir-se a vontade com molhos peruanos como o aji amarillo e outras salsas criollas. E é aí que o fast-food fica interessante!

Hamburguesa a lo Pobre

“Hamburguesa a lo Pobre” com banana frita. Foto de /morrisey para Flickr.

Para acompanhar, nada como uma porção de papas fritas e Inca Kola.

Inka Cola prod_yuquitas.jpg prod_lucuma.gif 

Variedade de acompanhamentos inclui mandioca frita…

Há, também, a “loncherita Bembo’s”: uma versão local da caixinha do McLanche Feliz. Os brindes são bonitinhos, ganhei um Woodstock – que logo foi confiscado pelo meu amigo Lucas.

Endereços do Bembo’s:
https://www.bembos.com.pe/ubicacion.php

 
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